A Declaração de Regimes Específicos (DeRE) não representa apenas um novo arquivo a transmitir. Para apurar IBS e CBS nos regimes específicos, a instituição precisa conectar cadastros, plano de contas, balancetes, aplicações, títulos e classificações tributárias distribuídos entre diferentes sistemas e equipes. É nos intervalos entre essas fontes que surgem divergências, pendências sem responsável e reprocessamentos próximos ao prazo. Esse é o problema operacional que a solução DeRE Evertec resolve.
Cumprir a obrigação exige um fluxo que coordene dados, validações e retornos entre as áreas fiscal, contábil, operacional e de tecnologia. A solução organiza essa jornada da configuração cadastral à transmissão, oferecendo uma visão comum sobre cada competência.
Por que a adequação à DeRE exige integração
A DeRE é a obrigação acessória usada na apuração do IBS e da CBS para prestadores de serviços financeiros, operadoras de planos de assistência à saúde e entidades que exploram concursos de prognósticos. Seu alcance envolve diferentes operações e estruturas, tais como: entidades de previdência complementar, bancos, SDCs, IPs, corretoras, DTVMs, financeiras, cooperativas de crédito, agências de fomento, seguradoras, operadoras de consórcios e fundos.
O cronograma oficial prevê eventos de tabela a partir de 1º de outubro de 2026, eventos periódicos mensais em 15 de novembro de 2026 e os demais eventos em 1º de janeiro de 2027. Cumprir essas etapas requer mais do que gerar um XML no fim do processo. É preciso organizar cadastros, plano de contas, classificações tributárias, dados mensais e responsabilidades.
Esse desafio se conecta à adaptação tecnológica trazida pela Reforma Tributária, na qual integração, qualidade de dados e governança passam a fazer parte do cumprimento regulatório.
Como funciona a jornada fiscal guiada da solução DeRE Evertec
A solução estrutura o ciclo mensal em três etapas, com indicações de progresso e feedback ao operador. Assim, as equipes conseguem identificar o que foi concluído, o que permanece pendente e em qual ponto uma divergência precisa ser tratada.
1. Lançar
A primeira etapa importa as informações do contribuinte, o Plano Geral de Contas Comentado, o balancete da competência, as aplicações financeiras e os títulos de dívida. A sequência cadastral organiza contribuinte, plano de contas, contas contábeis e sua vinculação às classificações tributárias aplicáveis.
2. Consolidar
Depois da entrada, a solução valida a estrutura e o conteúdo dos arquivos, identifica conflitos e sinaliza contas sem código de tributação. A edição em contingência permite tratar dados do PGCC, do balancete, das aplicações e dos títulos quando uma correção operacional for necessária.
As validações ocorrem antes da transmissão, o que ajuda a reduzir o risco de rejeições e ciclos de correção com a Receita Federal. Esse controle ganha relevância em uma rotina já marcada por mudanças contábeis e novas regras de reporte.
3. Enviar e acompanhar
Na etapa final, a solução assina e transmite os eventos, acompanha os lotes e registra protocolos e recibos. Após o retorno da Receita Federal, as informações e memórias de cálculo podem ser devolvidas aos sistemas legados, preservando o histórico do fechamento mensal.
Controles que sustentam a operação
As configurações de transmissão centralizam chaves, parâmetros de comunicação e assinatura dos eventos. As tabelas de domínio e o cadastro do contribuinte podem ser mantidos manualmente ou importados, conforme o processo definido pela instituição.
Um painel único apresenta o status da competência, pendências e marcos do cronograma. A área de negócio pode manter tabelas, cadastros e correções dentro das permissões estabelecidas, reduzindo dependências operacionais de TI. A equipe técnica continua responsável por integrações, infraestrutura, segurança e sustentação, mas deixa de ser acionada para cada ajuste de rotina.
O resultado é uma operação com mais rastreabilidade sobre o que entrou, o que foi validado, o que precisa de correção e o que já retornou do ambiente da Receita Federal.
Diferenciais da solução DeRE da Evertec
Para clientes do ecossistema Evertec, a integração nativa simplifica a conexão com as fontes já utilizadas. A arquitetura também permite integrar outros sistemas e legados, adaptando a implantação à realidade tecnológica da instituição. Essa flexibilidade acompanha uma discussão mais ampla sobre arquitetura como capacidade estratégica no mercado financeiro.
A solução foi desenhada para acompanhar a evolução dos leiautes, regras e fases da DeRE. Isso é relevante porque a documentação técnica continua recebendo atualizações. Ao combinar tecnologia, integração, arquitetura flexível, autonomia operacional e evolução regulatória, a Evertec posiciona a solução para sustentar a obrigação ao longo de suas etapas, sem limitar a instituição a um único desenho de sistemas.
O que preparar para a implantação?
A solução pode operar em SaaS Evertec ou on-premises. A escolha deve considerar as diretrizes de TI, segurança e operação da instituição. Antes do projeto, é necessário definir conectividade segura com a Receita Federal e os sistemas internos, disponibilizar certificados e parâmetros de comunicação e mapear as fontes de cadastro, PGCC, balancete, aplicações, títulos e fechamento.
Também devem ser definidos usuários, perfis, responsabilidades sobre credenciais, homologação, monitoração inicial e suporte contínuo. Esse diagnóstico evita que uma decisão de infraestrutura deixe lacunas no processo operacional.
Para instituições que já convivem com diferentes demandas legais e reportes do setor bancário, a decisão deve considerar três pontos: dispersão dos dados, volume de intervenções manuais e capacidade de rastrear cada alteração até o fechamento.
Prepare a operação antes do prazo
A solução DeRE Evertec conecta configuração, importação, validação, transmissão e retorno em uma jornada fiscal guiada. Fale com um especialista da Evertec, para avaliar como a solução pode aderir à arquitetura, aos processos e ao cronograma da sua instituição.