O Torq Play 2026 reuniu líderes do ecossistema financeiro para discutir os vetores que devem orientar o setor ao longo do ano: da adoção responsável de inteligência artificial à maturidade do Pix nas jornadas de clientes e empresas.
O encontro, promovido pelo Torq, hub de inovação da Evertec, aconteceu em 28 de janeiro, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Mais do que antecipar tendências, o evento reforçou um ponto-chave: 2026 não será sobre experimentar por experimentar, mas sobre escala, eficiência e impacto mensurável.
O que ficou claro no Torq Play 2026?
IA e inovação aberta só geram valor quando a base está bem estruturada. Dados confiáveis, governança clara e objetivos de negócio bem definidos foram o fio condutor das discussões, tanto nos debates sobre personalização via IA quanto na evolução do Pix no cotidiano de consumidores e empresas.
E a mensagem dos especialistas foi direta: tecnologia sem estratégia é custo; tecnologia com governança vira vantagem competitiva.
IA com resultado começa por governança
No painel mediado por Katia Sala, Corporate Communications Manager da Evertec Brasil, Myle Pontes (CEO da BeOrange) e Gabriela Bassoli (Head de Aceleração e sócia da Darwin Startups) destacaram que a convergência entre inovação aberta e IA saiu do campo do discurso e passou a exigir execução disciplinada.
“Tecnologia sem política e sem governança é custo. Com governança, vira diferencial”, afirmou Myle Pontes, ao defender que políticas claras precisam nascer junto com as soluções baseadas em IA — e não depois.
Gabriela Bassoli reforçou o papel da inovação aberta como ponte entre ritmos distintos de operação. “A corporação tem movimento de navio. A startup é um jet ski”, resumiu, destacando que alinhamento cultural, expectativas claras e objetivos compartilhados são condições essenciais para que parcerias gerem aprendizado e resultado, e não apenas burocracia.
As convidadas também ressaltaram que casos de uso focados em personalização, eficiência operacional e ganho incremental seguem sendo os vetores mais rápidos de captura de valor em IA. Nesse contexto, a experiência brasileira com soluções digitais, como o Pix, posiciona o país como referência internacional em adoção tecnológica em escala.
“O público busca soluções cada vez mais específicas. Com dados e IA, é possível entender melhor como as pessoas consomem, decidem e se relacionam com marcas”, destacou Myle, defendendo métricas claras e entregas progressivas como estratégia para IA aplicada ao negócio.
Pix evolui com menos atrito e mais alcance
No painel dedicado a meios de pagamento, o consenso foi claro: não existe um “Pix 2.0”. O que há é uma trilha contínua de evolução, com melhorias graduais que reduzem fricção, ampliam o uso e fortalecem o ecossistema. Entre os destaques estão Pix por Aproximação, Pix Automático e a discussão sobre Pix Parcelado, no radar do Banco Central.
A leitura geral é de complementaridade, não de substituição. O Pix convive com cartões, boletos e outras formas de pagamento, ampliando cobertura e eficiência nas jornadas financeiras.
Fernando Campos, Business Development da Evertec Brasil, comparou essa trajetória à evolução do cartão de crédito. “O Pix seguirá incorporando novas funcionalidades ao longo do tempo, assim como aconteceu com os cartões”, afirmou.
Já Reinaldo Alkimim, Product Manager da Evertec Brasil, destacou o impacto direto na experiência do usuário: “O Pix por aproximação reduz o atrito no início do pagamento, aproximando a jornada do que o usuário já conhece no tap do cartão”.
O Pix Automático também reforça o protagonismo do pagador. “É possível definir limites, garantindo que qualquer valor acima disso não seja debitado automaticamente”, explicou. Para os recebedores, a funcionalidade democratiza o débito automático, tornando-o acessível a pequenos negócios como academias, escolas e condomínios: um avanço relevante para a inclusão financeira e digital.
Para Fernando, o impacto vai além da eficiência, uma vez que o Pix ampliou o acesso ao sistema financeiro formal, com reflexos diretos no desenvolvimento econômico e social.
O recado para 2026
A mensagem transversal do Torq Play 2026 foi inequívoca: 2026 será o ano de transformar seletividade em escala.
Isso significa:
- Priorizar casos de uso de IA com ROI mensurável;
- Construir jornadas completas de pagamento, integrando Pix, cartões, boleto e serviços bancários;
- Operar com dados governados, segurança e foco em experiência.
Na prática, o desafio está em combinar parcerias bem estruturadas, arquiteturas modulares e times integrados, capazes de acompanhar tanto a agenda regulatória quanto as novas ondas do Pix e da IA aplicada. Escalar IA e pagamentos não é sobre fazer tudo: é sobre escolher bem, medir impacto rapidamente e ajustar com agilidade. O resumo que fica para a indústria financeira em 2026: menos hype, mais entrega.
Confira o evento na integra
A gravação completa do Torq Play – Tendências do Mercado Financeiro em 2026 está disponível no canal da Evertec Brasil no YouTube .
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