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05 JAN 2021 5 MIN DE LEITURA

Open Insurance: o que é e como vai impactar o mercado de seguros

A consolidação das insurtechs no mercado de seguros está abrindo caminhos para a chegada do Open Insurance, conceito que promete ser tão inovador quanto o Open Banking será em relação ao mercado bancário. Entenda mais neste post!

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      A consolidação das insurtechs no mercado de seguros está abrindo caminhos para a chegada do Open Insurance.

      Insurtechs? Open Insurance? Pois é, até mesmo o tradicional mercado de seguros vive um momento de grandes mudanças, impulsionado essencialmente pela disponibilidade de novas tecnologias.

      Um dos mais recentes novos conceitos atende pelo nome de Open Insurance e promete ser tão inovador quanto o Open Banking será em relação ao mercado bancário.

      Para quem atua com seguros, é obrigatório entender todas essas mudanças, na velocidade em que elas estão ocorrendo. E mesmo para quem apenas consome produtos ou serviços do segmento, vale a pena saber para qual cenário estamos caminhando. O post a seguir é um bom começo, acompanhe.

      A revolução das insurtechs

      O termo insurtech refere-se à fusão entre seguros (insurance) e tecnologia (technology). Mais precisamente, insurtechs são startups, pequenas e ágeis empresas criadas com o objetivo de, por meio da tecnologia, simplificar os processos de contratação de seguros, que tradicionalmente envolvem uma estrutura burocrática e lentos processos de elaboração, análise e aprovação de documentos contratuais.

      Usando aplicações para a automatização de operações e a melhoria dos processos de análise das informações, as insurtechs tornam o trabalho mais organizado e produtivo, além de permitir uma personalização até então inexistente no atendimento ao cliente (é o conceito de experiência do cliente chegando aos seguros).

      O conceito de Open Insurance

      Uma mudança ainda mais inovadora que está amadurecendo no mercado de seguros refere-se ao conceito de Open Insurance, claramente inspirado no modelo do Open Banking.

      O Open Banking encontra-se em um estágio mais avançado de definição e implementação. Nele, os indivíduos (e não as instituições financeiras) são os proprietários de seus respectivos dados bancários. Mas que diferença isso faz?

      Na prática, é como se os consumidores deixassem de ser “reféns” de um único fornecedor de produtos e serviços bancários, passando a contar livremente com todo o mercado para o atendimento de suas necessidades.

      As próprias empresas ganham livre acesso aos produtos e serviços de outras empresas, podendo oferecer aos clientes diferentes combinações de soluções. Cada vez menos as empresas tentarão criar soluções completas, passando a buscar a integração com soluções específicas, desenvolvidas por fornecedores altamente especializados.

      Tecnicamente, para que essa abertura seja possível, é necessária a implantação de protocolos padronizados de integração, as API’s (Application Programming Interfaces).

      O conceito de Open Insurance segue essa mesma linha de pensamento: promover uma estratégia de inovação aberta, reunindo diversas empresas do mercado segurador que estejam interessadas em criar produtos e apps em uma plataforma de entrega de serviços e dados.

      Os fundamentos do Open Insurance

      O conceito é baseado em três fundamentos principais:

      • Inovação Aberta (Open Innovation): os dados e serviços ficam disponíveis para parceiros e outras startups, permitindo o desenvolvimento de novas soluções;
      • Experiências Digitais: gera experiências digitais inovadoras a partir do uso de serviços e dados das companhias de seguro. Esse movimento deve ganhar rigidez com tecnologias como a Internet das Coisas, que traz veículos conectados e residências inteligentes;
      • Novos Modelos de Negócios: as inovações e vivências digitais tendem a auxiliar e direcionar o avanço de novos modelos de negócios para seguradoras.

      Assim, para entender o que é Open Insurance, é necessário compreender que, na prática, o movimento viabiliza que as companhias utilizem o sistema para trabalhar em conjunto, oferecendo uma melhor experiência aos clientes.

      A busca da padronização no mercado de seguros

      Algumas iniciativas estão em andamento, com o objetivo de se chegar a uma padronização técnica que permita a implementação do Open Insurance.

      A consultoria INNOPAY, especializada em mercados abertos, cita alguns fatores que devem compor um ambiente padronizado para o mercado de seguros:

      • Otimização: para romper o isolamento característico dos dados nas organizações, é necessário criar API’s internas que facilitem o acesso a eles;
      • Coleta de dados: o uso de tecnologias como IoT para coletar cada vez mais dados, até mesmo em tempo real, desde que com o consentimento de seu proprietário, tornará as soluções ainda mais completas e personalizadas;
      • Integração de API’s: para o atendimento às necessidades do cliente, um construtor de recursos deverá ser capaz de combinar API’s de diferentes fornecedores;
      • Plataformas de agregação: exemplos como os agregadores de preços podem ser transpostos para novos contextos, oferecendo novas possibilidades de serviços aos clientes e às empresas;
      • Fornecimento de produtos, serviços e dados: o mercado aberto possibilitará que empresas se especializem no fornecimento de determinadas soluções para outras empresas.

      Embora todo esse cenário ainda esteja envolto por incertezas e pela ausência de definições concretas, o open insurance é, inegavelmente, uma tendência a ser acompanhada.

      Cabe às empresas e aos profissionais do segmento observar atentamente cada passo dado pelo mercado e preparar-se para a mudança. Ela certamente virá.

      Alguns questionamentos podem ajudar a buscar um posicionamento em relação ao tema:

      • As insurtechs e suas inovações já estão presentes no dia a dia de sua empresa?
      • No cenário de open insurance, qual seria o perfil de sua empresa? Que API’s ela desenvolveria? Quais ela buscaria de terceiros?
      • O pessoal interno da empresa está a par do novo cenário que se desenha?

      Essas e muitas outras questões começam a frequentar cada vez mais as pautas de planejamento das empresas no segmento de seguros no mundo todo.  Sua empresa está pronta para o Open Insurance? Conta pra gente nos comentários.

      Gostou desse artigo? Confira também nosso infográfico sobre a transformação digital no mercado de seguros.

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