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Tech e Trends
01/04/2022

Fintechs no Brasil: quais desafios elas enfrentam?

O cenário para fintechs no Brasil é favorável, porém, isso não deixa de lado os diversos desafios que elas enfrentam e enfrentarão....
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Você sabe o que são fintechs? Basicamente, elas podem ser descritas como empresas que utilizam um viés tecnológico para oferecer serviços financeiros.

Mas qual é a diferença delas em relação às instituições tradicionais? A principal delas é a inovação na forma de ofertar os seus produtos.

Especialistas dizem que o cenário para fintechs no Brasil é favorável quanto à capacidade de expansão. Porém, isso não deixa de lado os diversos desafios que elas enfrentam e enfrentarão durante essa jornada.

Para explicar um pouco mais sobre isso, listamos uma série de desafios com que esses empreendimentos inovadores precisam lidar no cenário atual.

Mecanismos legais e regulatórios

Em março de 2022, o Banco Central publicou as novas regras para as instituições de pagamento — grupo do qual boa parte das fintechs faz parte. A partir de 2023, elas terão que cumprir exigências proporcionais ao seu porte e complexidade.  Isso significa, na prática, que as maiores fintechs do País — como Nubank, PagSeguro e Stone — precisarão seguir regras aplicáveis aos “bancões”.

As instituições de pagamento estavam sujeitas a regras muito mais brandas do que os grandes bancos. Agora, com o objetivo de adequar o requerimento de capital mínimo de cada instituição aos seus riscos intrínsecos, de acordo com as novas regras do BC, tanto as instituições de pagamento quanto as instituições financeiras serão divididas em três tipos de conglomerados prudenciais, sendo:

  • Das controladas por instituições financeiras (tipo 1);
  • Das controladas por instituição de pagamento e não integradas a uma instituição financeira (tipo 2);
  • Das controladas por instituição de pagamento e integradas a uma instituição financeira (tipo 3).

A principal preocupação em relação à nova regulação diz respeito ao efeito que ela pode ter sobre a abertura de novas fintechs, mas o BC buscou tranquilizar o mercado afirmando que: “para manter a porta aberta a novos participantes, as regras preservam tratamento simplificado e requerimentos mais fáceis para novos entrantes que tendem a trazer produtos e serviços inovadores”.

As novas regras ainda precisam passar por votação no Conselho Monetário Nacional (CMN) e deverão ser implementadas de forma gradual entre 2023 e 2025. Segundo o BC, esse prazo é suficiente para que as instituições adequem seus controles internos e ajustem sua estrutura patrimonial.

Além disso, o Banco Central já havia definido as normas (já em vigor há pouco mais de dois anos) que tratam da regulamentação de fintechs de crédito no Brasil. E, nesse tempo, já autorizou o funcionamento de 30 delas. Sendo 24 Sociedades de Crédito Direto (SCD) e 6 Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP).

A Sociedade de Crédito Direto (SCD), que diz respeito àquelas que utilizam um capital próprio para conceder empréstimos por meio de uma plataforma eletrônica. Já a Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP), que abrange as empresas que funcionam como uma mediadora para empréstimos feitos entre pessoas via plataforma.

Fintechs de Crédito em números

A categoria de crédito é altamente representativa no ecossistema, fato explicado pelas árduas condições do crédito no país, o que gerou margem para as startups oferecerem suas soluções inovadoras e, decorrentemente, melhores condições — cenário que trouxe diversas incumbentes nessa categoria, cada qual com sua especialidade. Segundo relatório do setor:

  • Já existem 225 fintechs de crédito no Brasil, representando 17,5% de todo o ecossistema de fintechs, que totaliza 1.289 empresas;
  • Elas atraíram mais de US$ 726,6 milhões em investimentos em 2021 e 2022 (até 31/03/2022);

Confira os picos de investimentos:

  • 2017 – US$ 135,5 milhões
  • 2019 – US$ 299,6 milhões
  • 2020 – US$ 345,5 milhões
  • 2021/2022 – US$ 726,6 milhões

É provável que o boom de investimentos no setor esteja diretamente relacionado à implementação do open banking no Brasil. Com início em 2018, o sistema, de acordo com o Banco Central, surge para estimular a competitividade entre instituições e tende a se traduzir em serviços financeiros mais baratos e melhores.

Tecnologia que permite a escalabilidade da operação

As Fintechs já nasceram digitais mas a interação web ou mobile é apenas a ponta do iceberg. A operação financeira requer documentos de identificação ou verificações que, se não forem atividades automáticas, serão um gargalo para a Fintech.

Ser digital é ter interação digital com o seu cliente e ser capaz de automatizar as atividades internas.  O investimento em tecnologias que proporcionam eficiência operacional nas atividades internas empoderam as Fintechs perante os seus concorrentes no mercado financeiro e proporcionam a escalabilidade na operação. Um exemplo é o Atomics, tecnologia capaz de identificar os documentos eletronicamente e extrair as informações para análise automática.

Necessidade de um suporte presencial

Mesmo com o crescimento absurdo de vendas e negócios pela internet, muitas pessoas ainda têm certo receio em fazer qualquer negociação dessa forma. Se, para comprar um sapato, já existe uma desconfiança, imagina para fazer um procedimento mais complexo, como um empréstimo?

O brasileiro está muito acostumado com a figura do gerente bancário, o qual representa um suporte presencial e um auxílio nas escolhas. Vencer isso não é tão simples para as fintechs no Brasil, pois trata-se de uma mudança cultural.

Acompanhe no ebook “O Boom das Fintechs” como ocorreu a evolução das fintechs durante a pandemia, a reação dos consumidores e as oportunidades para as fintechs no Brasil.

Falta de uma boa educação financeira

Outra questão bastante importante e que segue a linha do tópico acima é a falta de uma educação financeira de qualidade por parte da maioria dos consumidores. Quando as fintechs aliam a questão financeira à tecnológica, parece ainda mais difícil transmitir essa mensagem.

Por isso, é necessário utilizar uma linguagem clara e que passe a segurança necessária para o cliente tomar a decisão de escolher esse modelo de negócio como a melhor solução para o seu caso.

Dificuldade dos clientes para obtenção de crédito

A dificuldade da maioria da população em conseguir crédito junto aos bancos é um desafio para ambas as partes. As fintechs precisam encontrar uma maneira para lidar com isso, tendo em mente duas questões: a segurança da empresa e a necessidade de captar clientes.

Definir critérios e filtros é uma das maneiras de obter essa segurança e oportunizar crédito mesmo para pessoas negativadas, mas que são boas pagadoras.

Altos investimentos em marketing

O mercado financeiro é altamente concorrido. No caso das fintechs no Brasil, além da concorrência com outras empresas que optam pelo mesmo modelo, elas precisam lidar com as instituições bancárias tradicionais que oferecem serviços similares.

Juntando isso a pontos citados, como educar a população sobre as vantagens desse novo formato, fica claro que será necessário investir em marketing para que a marca possa se tornar conhecida.

Considerando que os investimentos publicitários dos bancos tradicionais são milionários, as fintechs no Brasil devem focar em estratégias mais específicas, como o marketing digital, afinal, é nesse cenário que as empresas atuam e tendem a encontrar mais clientes.

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