Em 2024, 76,5% da população mexicana entre 18 e 70 anos possuía pelo menos um produto financeiro.
No mesmo ano, 69,1% utilizavam aplicativos móveis para administrar suas contas.
Nos últimos anos, a inclusão financeira tornou-se um dos principais objetivos do ecossistema financeiro global. Tradicionalmente, esse conceito tem sido medido a partir do número de pessoas que possuem uma conta bancária, baixam um aplicativo financeiro ou realizam pagamentos digitais. No entanto, o verdadeiro desafio não está apenas no acesso, mas na capacidade de pessoas e empresas utilizarem essas ferramentas de forma prática, segura e sustentável.
No México, os avanços nesse tema têm sido relevantes. Segundo a última Pesquisa Nacional de Inclusão Financeira, realizada pelo INEGI (Instituto Nacional de Estatística e Geografia) em 2024, cerca de 76,5% da população entre 18 e 70 anos possuía pelo menos um produto financeiro, como contas bancárias, cartões, fundos de aposentadoria (AFORE) ou seguros[1]. Esse crescimento reflete um maior acesso a serviços formais, mas também evidencia a necessidade de garantir que esses produtos gerem benefícios tangíveis na vida cotidiana dos usuários.
Além disso, o uso de serviços digitais cresceu de forma significativa no país. A porcentagem de pessoas que utilizam aplicativos móveis para administrar suas contas passou de 54,3% em 2021 para 69,1% em 2024[2], refletindo uma transição para a digitalização financeira.
Consciente de que essa evolução abre novas oportunidades para ampliar o alcance dos serviços financeiros, especialmente quando acompanhada de soluções acessíveis, seguras e interoperáveis, a Evertec, empresa líder em processamento de transações e tecnologia financeira, compartilha alguns pontos-chave para reduzir a lacuna de integração financeira:
- Facilidade de acesso: para que a inclusão financeira seja realmente efetiva, é fundamental facilitar pontos de cobrança digitais para pequenas e médias empresas, que representam um motor essencial da economia. Quando os estabelecimentos aceitam diferentes métodos de pagamento de forma simples e segura, eles ampliam suas oportunidades de crescimento e permitem que mais consumidores participem da economia digital.
- Interoperabilidade: a capacidade de conexão entre bancos, fintechs e outros participantes do ecossistema financeiro permite oferecer experiências mais simples aos usuários, reduzindo barreiras tecnológicas e incentivando a maior concorrência e inovação no setor.
- Cibersegurança: a confiança nos sistemas digitais é um dos fatores mais importantes para impulsionar a adoção de novas tecnologias financeiras. Soluções que integram prevenção a fraudes, proteção de dados e monitoramento de transações ajudam a fortalecer o ecossistema e permitem que mais pessoas utilizem serviços financeiros com tranquilidade.
“Falar de inclusão financeira não significa apenas que mais pessoas tenham acesso a serviços financeiros, mas que possam utilizá-los de forma simples, segura e útil no seu dia a dia. Para isso, é fundamental desenvolver soluções que conectem usuários, estabelecimentos e instituições dentro de um ecossistema interoperável, no qual a tecnologia funcione como um habilitador de oportunidades econômicas reais”, afirmou Juan Ignacio Rial Hawila, Commercial Head da Evertec no México.
Nesse contexto, a inclusão financeira deixa de ser apenas um indicador de acesso e passa a ser uma estratégia abrangente que impulsiona o desenvolvimento econômico, promove a formalização de negócios e contribui para reduzir desigualdades sociais. O desafio para o futuro será continuar construindo soluções que combinem inovação tecnológica, colaboração entre os atores do setor e uma experiência centrada nas necessidades reais das pessoas.
[1] [2] https://www.inegi.org.mx/contenidos/programas/enif/2024/doc/enif_2024_resultados.pdf
