Outubro, Mês da Conscientização em Cibersegurança
Quando pensamos em cibersegurança, é fácil imaginar ataques sofisticados, hackers, ransomware ou grandes violações de dados. No entanto, a segurança digital também é construída por meio de decisões muito mais cotidianas: verificar uma mensagem antes de responder, gerenciar corretamente uma senha, proteger um dispositivo, manter os sistemas atualizados ou questionar uma solicitação que parece legítima, mas não inspira total confiança.
Por isso, durante o Mês da Conscientização em Cibersegurança, a Evertec ativa um Alerta Laranja para informar, educar e transformar a prevenção em um hábito.
Porque, em cibersegurança, estar alerta não significa viver preocupado. Significa saber o que observar, o que questionar e como agir.
E essa capacidade é especialmente importante quando a tecnologia sustenta cada vez mais aspectos da nossa vida e das operações de uma empresa.
1. Antes de clicar, pare e verifique
E-mails, mensagens de texto, notificações, códigos QR e mensagens em redes sociais fazem parte da nossa rotina. Justamente por serem tão familiares, podem se tornar veículos para tentativas de phishing ou engenharia social.
A chave, então, é parar antes de clicar e verificar duas vezes.
O que “verificar” realmente significa?
Não basta olhar o nome do remetente. Vale a pena perguntar:
- Eu esperava receber esta mensagem?
- O endereço do remetente corresponde realmente a quem ele afirma ser?
- Ao passar o cursor sobre o link, ele parece levar ao domínio esperado?
- A mensagem tenta gerar urgência, medo ou pressão para que eu aja imediatamente?
- Estão solicitando uma senha, um código de autenticação, informações bancárias ou outros dados sensíveis?
- A solicitação é coerente com a forma como essa pessoa ou empresa normalmente se comunica comigo?
Quando houver dúvida, o melhor próximo passo não é clicar para “ver o que acontece”. É validar a solicitação por outro canal confiável.
Esse princípio também é importante dentro das organizações. Uma pessoa pode conhecer perfeitamente seu CEO, fornecedor ou gestor e, ainda assim, receber uma mensagem criada para parecer que veio deles.
A regra prática é simples: a familiaridade com o nome não substitui a verificação da identidade.
Dentro da experiência e do portfólio de serviços da Evertec, o monitoramento da segurança de e-mails para empresas por meio de DMARC, DKIM e SPF é um fator-chave de proteção e também ajuda a prevenir a falsificação de domínios, conhecida como spoofing.
2. Uma senha forte é importante. Uma senha única é ainda mais importante
Por quê?
Porque uma senha não protege apenas uma conta. Se for reutilizada, pode se transformar na chave de acesso a muitas outras.
Uma boa prática consiste em:
- Criar credenciais únicas. Cada serviço importante deve ter uma senha diferente.
- Priorizar o comprimento e a dificuldade de previsão. Em vez de usar nomes, datas ou padrões fáceis de identificar, é preferível escolher combinações longas e difíceis de adivinhar.
- Utilizar um gerenciador de senhas confiável. Isso permite manter credenciais únicas sem depender da memória para cada serviço.
- Ativar a autenticação multifator sempre que estiver disponível. Assim, conhecer uma senha não será necessariamente suficiente para acessar a conta.
Em um ambiente corporativo, a identidade digital faz parte do perímetro de segurança. De fato, os serviços de cibersegurança da Evertec incluem proteção de identidades e acessos por meio de MFA, controles de acesso e fortalecimento de configurações.
A conclusão é importante: proteger a identidade merece tanta atenção quanto proteger o dispositivo.
3. Seu dispositivo também guarda parte da sua identidade digital
Um computador ou celular não contém apenas aplicativos. Ele pode armazenar sessões abertas, e-mails, arquivos, contatos e acessos a serviços.
Algumas boas práticas que vale a pena adotar:
- Manter o sistema operacional e os aplicativos atualizados.
- Bloquear o dispositivo quando ele não estiver em uso.
- Revisar periodicamente quais aplicativos estão instalados e quais permissões possuem.
- Evitar instalar softwares ou perfis provenientes de fontes não confiáveis.
- Separar, quando aplicável, os usos pessoal e corporativo.
- Não desativar controles de segurança por conveniência.
- Fazer backups adequados das informações importantes.
Para uma organização, além disso, a proteção deixa de ser uma questão de um único equipamento. Ela deve considerar endpoints, servidores, e-mail, aplicativos, portais e APIs. O portfólio de Cibersegurança Gerenciada da Evertec contempla justamente a proteção de endpoints, e-mail, servidores, portais web e APIs, além de serviços como EDR, Firewall, WAF, SASE e SD-WAN.
4. O caminho mais rápido nem sempre é o mais seguro
Um protocolo de segurança pode parecer uma etapa adicional.
Confirmar uma identidade. Usar MFA. Solicitar as permissões corretas. Esperar uma aprovação. Utilizar um canal corporativo em vez de um aplicativo pessoal.
Quando estamos com pressa, surge a tentação de pular alguma dessas etapas.
Há uma mudança cultural importante por trás dessa mensagem: um controle de segurança não deve ser interpretado apenas como fricção. Ele existe porque ajuda a reduzir uma exposição específica.
Antes de procurar um atalho, vale a pena perguntar:
Que risco estou introduzindo ao evitar este controle?
Essa pequena mudança de perspectiva ajuda a transformar a segurança de uma obrigação em um critério de decisão.
5. Atualizar não é uma manutenção menor: é gestão de riscos
Todos nós já adiamos uma atualização em algum momento.
Mas, quando uma organização administra vários dispositivos, aplicativos, servidores e serviços, as vulnerabilidades exigem um processo muito mais estruturado.
A Gestão de Vulnerabilidades da Evertec contempla varreduras internas e externas e um processo de identificação, priorização e correção.
O conceito de priorização é especialmente relevante.
Amadurecer em cibersegurança não significa tratar todos os riscos como se fossem iguais. Significa entender:
- quais ativos temos;
- quão críticos eles são;
- quais vulnerabilidades apresentam;
- que exposição representam para o negócio;
- o que devemos corrigir primeiro.
Para uma pessoa, isso pode se traduzir em algo mais cotidiano: não adiar indefinidamente as atualizações dos dispositivos e aplicativos que utilizamos.
Para uma empresa, exige evoluir para uma disciplina contínua de gestão de riscos.
6. Acesso não deve significar acesso ilimitado
Outro princípio importante de segurança é perguntar não apenas quem pode entrar, mas também ao que essa pessoa pode ter acesso depois de entrar.
As melhores práticas modernas priorizam a concessão de acessos de acordo com a necessidade real do usuário ou da função.
Isso reduz a exposição e ajuda a limitar o impacto potencial caso uma credencial seja comprometida.
A proposta de cibersegurança da Evertec incorpora controles de acesso baseados em privilégios dentro de suas capacidades de Identity & Access Management.
Para as empresas, isso traz perguntas úteis:
- Todos os nossos usuários mantêm apenas os acessos de que precisam?
- Revisamos os privilégios quando uma pessoa muda de função?
- As contas administrativas possuem controles adicionais?
- Temos visibilidade sobre quem acessa nossos ativos críticos?
A segurança se fortalece quando o acesso deixa de ser permanente por padrão e passa a ser intencional, controlado e revisável.
7. Na nuvem, a segurança continua sendo responsabilidade do negócio
Mover infraestrutura ou aplicativos para a nuvem não faz o risco desaparecer.
Configurações, identidades, permissões, informações e práticas de administração continuam sendo componentes relevantes do modelo de segurança. Em sua proposta, a Evertec trabalha a segurança de infraestrutura e nuvem por meio de controles alinhados às boas práticas dos provedores de cloud.
A pergunta correta, então, não é apenas:
“Minhas informações estão na nuvem?”
Mas sim:
“Sei exatamente onde elas estão, quem pode acessá-las, como estão protegidas e o que aconteceria se algo falhasse?”
Essa é uma diferença fundamental entre usar tecnologia e governá-la adequadamente.
8. Prevenir não é suficiente: também é preciso detectar e responder
Nenhuma organização deve construir sua estratégia com base na premissa de que “isso nunca vai acontecer conosco”.
A segurança madura parte de uma realidade mais pragmática: é preciso prevenir tudo o que for possível, mas também desenvolver a capacidade de detectar, responder e se recuperar.
Isso introduz talvez uma das perguntas mais importantes que uma organização pode fazer:
Se um incidente acontecesse amanhã, saberíamos detectá-lo, contê-lo e recuperar nossas operações?
Não basta comprar tecnologia. A resiliência é construída antes do incidente.
9. As pessoas continuam sendo parte fundamental da defesa
Podemos implementar tecnologias avançadas, controles de acesso e processos sofisticados. Mas existe uma camada de segurança que atravessa todas as demais: as pessoas.
Por isso, a prevenção também inclui programas de conscientização, simulações de phishing e exercícios de engenharia social.
Uma cultura de segurança madura não espera que todas as pessoas sejam especialistas.
Ela busca algo mais importante: que sejam capazes de reconhecer sinais de alerta e saibam como agir quando algo não parecer correto.
Na prática:
Observe. Verifique. Reporte.
10. Dos bons hábitos a uma estratégia integral de cibersegurança
Para uma pessoa, melhorar a segurança pode começar hoje mesmo, revisando senhas, ativando o MFA ou pensando por dez segundos antes de abrir um link.
Para uma organização, o desafio é maior.
É necessário conhecer seus ativos, identificar lacunas, priorizar vulnerabilidades, proteger identidades, estabelecer controles, preparar respostas a incidentes e desenvolver capacidade de recuperação.
O verdadeiro Alerta Laranja é prestar atenção antes
A cibersegurança não deve começar quando um alerta crítico aparece em uma tela.
Ela começa muito antes.
Começa quando questionamos um e-mail inesperado. Quando usamos uma credencial diferente. Quando respeitamos um controle, mesmo que ele acrescente uma etapa. Quando atualizamos nossos sistemas. Quando revisamos quem tem acesso. Quando uma empresa conhece suas vulnerabilidades. E quando existe um plano para responder caso as defesas não sejam suficientes.
Esse é o convite por trás do Alerta Laranja: não ter medo da tecnologia, mas aprender a utilizá-la com mais critério.
Porque uma boa cultura de cibersegurança não é construída apenas com ferramentas.
Ela é construída com pessoas atentas, processos sólidos, a tecnologia adequada e decisões conscientes.
Na Evertec, a experiência em tecnologia e cibersegurança é colocada a serviço das organizações para ajudá-las a reduzir riscos, proteger ativos críticos, fortalecer sua maturidade em segurança e construir operações mais resilientes.
Alerta Laranja. Pare. Observe. Verifique. Proteja-se.
Aguarde nosso próximo blog, no qual abordaremos as principais ameaças de cibersegurança que muitas vezes passam despercebidas em nossa interação diária com diferentes ferramentas baseadas em IA.