A inclusão financeira na Colômbia em 2026 é impulsionada pela tecnologia, que reduz barreiras de acesso, melhora a experiência do usuário e fortalece a confiança nos serviços financeiros digitais.
Falar de inclusão financeira na Colômbia em 2026 é falar de tecnologia — não como um fim, mas como um habilitador capaz de reduzir barreiras históricas e aproximar serviços financeiros de pessoas e comércios que, durante anos, permaneceram à margem do sistema formal.
Ao longo do último ano, os colombianos têm visto como a digitalização ampliou o acesso aos serviços financeiros, reduzindo fricções, custos e a dependência do dinheiro em espécie. Esse avanço se reflete em sistemas como o Bre-B, que ao final de 2025 superou 95 milhões de chaves registradas, com um valor médio de 159.000 pesos por transação, evidenciando uma adoção inicial significativa e maior confiança dos usuários nos pagamentos digitais, segundo dados do Banco da República.
Quando articulada com regulação e modelos inclusivos, a tecnologia se transforma em uma ferramenta real de equidade. Na Colômbia, esse objetivo se reflete em avanços como o marco de finanças abertas, estabelecido pelo Decreto 1297 de 2022, e na regulação de interoperabilidade dos sistemas de pagamentos imediatos de baixo valor, desenvolvida no âmbito da Lei 2294 de 2023 e da regulamentação do Banco da República. Essas iniciativas buscam fomentar a concorrência, a inovação e um ecossistema de pagamentos mais acessível e integrado.
O impacto é especialmente visível em microcomércios e trabalhadores independentes. Hoje, aceitar pagamentos digitais a partir de um celular não apenas amplia as oportunidades de venda, como também melhora a rastreabilidade e contribui para a formalização dos negócios.
Experiências de uso simples, processos de onboarding mais ágeis e mecanismos como pagamentos com um clique têm sido determinantes para que usuários com menor educação financeira adotem esses serviços com maior facilidade.
Outro fator fundamental na redução da lacuna financeira é a interoperabilidade. Plataformas abertas e soluções integradas permitem que bancos, fintechs e estabelecimentos ofereçam serviços básicos de forma mais eficiente, ampliando o alcance e reduzindo custos.
No entanto, a adoção tecnológica não se sustenta sem confiança. Essa confiança é construída por meio de experiências consistentes, com altos padrões de segurança e acompanhamento à população por parte das empresas que oferecem esses serviços.
Nesse cenário, empresas tecnológicas do ecossistema financeiro, como a Evertec, desempenham um papel estratégico ao atuar como ponte entre a inovação global e as necessidades locais. Isso contribui para fortalecer a competitividade da indústria de pagamentos, adaptando soluções regionais para que os clientes tenham mais opções e oportunidades de diferenciação no mercado.
Por fim, e não menos importante, a educação financeira completa esse processo. Sem conhecimento, a tecnologia perde impacto. Capacitação, comunicação clara e experiências desenhadas a partir das necessidades do usuário são fundamentais para que as pessoas utilizem os serviços digitais de forma responsável.
A inclusão financeira digital não depende apenas de avanços tecnológicos. É o resultado da combinação entre infraestrutura, educação, confiança e colaboração. Somente assim será possível que mais colombianos tenham acesso a serviços financeiros digitais de qualidade e participem ativamente de uma economia cada vez mais mediada pela tecnologia — na qual o pagamento está integrado à experiência do usuário.
